Pr. Delso Maciel
Quanto à vida política do cristão, a Bíblia não se cala. Em I Ped. 2:13 e 14, diz que é nosso dever nos sujeitarmos ao governo civil. O apóstolo Paulo nos informa que todo o governo procede de Deus e que as autoridades foram por Ele instituídas (Rom. 13:1)
Quanto à vida política do cristão, a Bíblia não se cala. Em I Ped. 2:13 e 14, diz que é nosso dever nos sujeitarmos ao governo civil. O apóstolo Paulo nos informa que todo o governo procede de Deus e que as autoridades foram por Ele instituídas (Rom. 13:1)
Na verdade,
quando a Bíblia faz esta afirmação, não significa que todo governante foi
colocado por Deus, e sim que apenas a instituição de governo é divina.
Dentro do
plano de Deus o governo civil tem uma função importante: restringir o mal de
todos nós, pela persuasão, pela Lei e, se necessário, pela força (Rom. 13:3 e
4:1; I Ped. 2:14).
O governo foi
ordenado por Deus, mas não passa de instituição humana, influenciada pelo
pecado, como qualquer outra instituição.
Os profetas de
Israel criticavam os reis. Pode acontecer que obedecer ao governo seja resistir
a Deus. Tem que ser ao contrário, porque uma das confissões mais antigas da
Igreja diz que: "Jesus Cristo é o Senhor." Só a Ele devemos
obediência absoluta.
Para governar
efetivamente o governo precisa de poder, mas por causa do pecado, o homem
sempre está disposto a abusar do poder. Disse certa vez Lord Acton: "Poder
corrompe; o poder absoluto corrompe absolutamente". Só Deus é soberano e a
proclamação do Seu Reino já demonstra aos poderes do Estado que o domínio
destes é passageiro.
Realmente, a
falta de consciência política, por parte dos cristãos, tem sido a causa da não
participação na vida política do nosso país.
Temos, como
cidadãos brasileiros e cristãos, o dever de participar de maneira mais ampla no
contexto político-social que nos cerca. Mas a nossa participação deve ser
responsável. Participando à luz do Reino que a Igreja anuncia, devemos lutar
pela justiça e pela paz, contra a corrupção.
A vida
política proporciona ao cristão a oportunidade concreta de amar ao próximo.
O cristão, que
estiver em obediência a Deus, resistirá ao governo déspota e corrupto, com
meios perfeitamente legais, como sejam: 1. Pronunciamentos por parte da Igreja;
2. A imprensa, rádio e televisão; 3. O Parlamento. Resistência as vezes tem que
ser oferecida, porque somos, antes de tudo, "servos de Deus", daí a
Cesar o que é de César, disse Jesus. Portanto, ele deve receber apenas o que é
dele e isto não inclui obediência absoluta e incondicional.
Se pensarmos
na salvação em termos de almas somente, então Marx teria razão quando contestou
a "religião como um instrumento que nos faz fechar os olhos para a
realidade do hoje".
Deus está
pronto a intervir e salvar qualquer que seja a situação. Salvação abrange a
vida toda, em todos os aspectos.
A Suécia vivia
em estado de extrema pobreza até o fim do século passado, mas, a partir de uma
corajosa tomada de posição de um grande grupo de pastores e cristãos, a
situação começou a mudar. Os pastores foram falar com os patrões, exigindo
salários mais dignos para o povo. Muitos pastores foram perseguidos, mas não
desanimaram. Hoje a Suécia é um dos países mais desenvolvidos do mundo e o
Estado cuida do cidadão, desde o nascimento até a morte.

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