CRISTÃOS SOCIALISTAS AEXEMPLO DE CRISTO

quinta-feira, 25 de junho de 2015

CIDADANIA RESPONSÁVEL

                                                                                Texto de Ester Neves
       O caráter de um cristão genuíno é moldado de acordo com os princípios fundamentais do cristianismo, que estabelece como Lei Suprema "Amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo".
      Caráter é um fator da personalidade, que influencia o modo como agimos, inclusive em sociedade. Creio que é por isso que o cristão foi definido por Cristo como  "sal da terra" e "luz do mundo".
      O sal age, reage, tempera, transforma. Quanto à luz, não pode ser escondida, mas, sim, colocada no velador, para alumiar a todos.
      Participar para transformar, qualquer situação na qual esteja faltando sal e luz, deve ser o lema de todo cristão, que queira adotar uma atitude coerente com o seu caráter de "cidadão dos céus".
      Cada país adota uma forma de governo, através da qual se estabelecem as relações entre os cidadãos e desses com o poder constituído e vice-versa.
      Nossa Constituição estabelece o seguinte: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição".
      Portanto nossa Carta Magna garante  aos cidadãos brasileiros uma democracia representativa e atuação direta, através das instituições criadas com a finalidade de organizar a participação política e social do povo, tais como: associações de moradores, sindicatos, partidos políticos, etc.
      Quando falamos em democracia representativa, estamos falando em um sistema de governo em que os cidadãos elegem suas lideranças para governarem e legislarem como seus representantes, na defesa dos seus interesses. Todavia, o dever do cidadão não se restringe ao ATO DE VOTAR, como muitos julgam ser suficiente.
      Se o cidadão vota por votar é preferível que não o faça. 
O voto só tem valor, como instrumento de poder democrático, quando é consciente. 
      Porém, como votar consciente sem uma participação efetiva? Sem que o cidadão conheça a atuação política daqueles que estão se propondo a representá-lo no poder?
      Infelizmente, devido as condições que lhe tem sido impostas, o povo tem tido dificuldades para se fazer representar, verdadeiramente.
      Alguns fatores têm contribuído para a fragilidade da nossa pobre democracia, dentre os quais se destacam: a atuação da mídia voltada para a defesa dos interesses dos seus patrocinadores, e a influência do poder econômico nas eleições.
      A política econômica que está sendo implementada em nosso país, de acordo com os princípios do neoliberalismo ou livre comércio, só tem chance de dar certo, para o povo, onde existe democracia forte, como é o caso dos Estados Unidos da América. Lá existem instituições verdadeiramente representativas dos cidadãos, inclusive algumas instituições que defendem os interesses do povo evangélico, de acordo com a ética cristã, dentre as quais se destacam: Chistian Defense Fund, Christian Coalition e Coral Ridge Ministries.
      Diante do quadro de injustiça e miséria, os cidadãos brasileiros, verdadeiramente cristãos, não podem ficar omissos. Pois, sabemos que AMOR e JUSTIÇA são os fundamentos do caráter de Deus. Jesus, no cumprimento do seu mister, revelou isso. Foi homem de amor e de justiça.
      Como "cidadãos dos céus", não podemos deixar de refletir o caráter de Jesus.
      Os filhos das trevas organizam-se para defenderem seus interesses. Sabiamente, eles utilizam-se dos canais democráticos de que dispõem.
      O que está fazendo o povo evangélico em favor da vida?
      Costumamos fazer oposição à pena de morte, mas não nos opomos à miséria, um instrumento de morte lenta.
      O Brasil social é constituído por cada um de seus cidadãos. Portanto, cada um, como uma pequena partícula do todo, é responsável, em maior ou menor grau, pela construção da sociedade brasileira. E, igualmente, todos sofrem as consequências dos males que ajudam a construir, por omissão ou comissão. Podemos citar, como exemplos, a violência, a dengue e muitas outras doenças que se alastram, como fruto do descaso com a saúde do povo.
      No meu entender, a igreja, enquanto instituição, não deve atuar diretamente na política. Porém, no desempenho da sua função de "sal da terra" e "luz do mundo" o cidadão evangélico e todos os que se dizem cristãos devem atuar, não apenas na política, mas onde se fizer necessário. Portanto, não é a política interferindo na vida espiritual do povo, mas o contrário.
      Podemos participar da construção da nossa cidadania em qualquer instituição, tal como, partidos políticos, sindicatos, associações de moradores, etc.,  cujo conteúdo programático e doutrinário esteja de acordo com os princípios da ética cristã.  Podemos também criar instituições especificas para esse fim.   

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